Vezes e vezes sem conta há pilotos a aparecer na última corrida e depois partem para nunca mais voltar pois alguém assume o seu lugar para o ano seguinte.
Chegando à última corrida de 2011 há alguns candidatos prováveis para os quais o seu tempo na F1 pode ter acabado.
Rubens Barrichello
Barrichello já esteve nesta situação antes. Há três anos atrás ele chegou à última corrida - tal como este ano, o seu Grande Prémio de casa em Interlagos - sem a certeza de se o seu contrato com a Honda seria renovado.
Devido a uma estranha sequência de eventos a dissolução da equipa acabou por fazer caminho para ele manter o seu lugar na Fórmula 1, quando os restos da Honda se transformaram na Brawn.
Este ano é o seu lugar na Williams que está sob ameaça depois de uma temporada com falta de brilho, mesmo tendo em conta as deficiências óbvias do FW33.
Há rumores persistentes que a equipa está a cortejar Kimi Raikkonen para um regresso à F1. E mesmo que não consigam materializar esse desejo, a situação dos pilotos na Force India poderá enviar Adrian Sutil para o caminho da equipa de Grove.
O lugar de Pastor Maldonado parece seguro devido ao grande apoio financeiro que ele tem da petrolífera estatal da Venezuela, a PDVSA. A legitimidade deste acordo tem sido questionada recentemente no seu país natal, mas resta saber se isto é uma ameaça credível ao lugar de Maldonado na F1.
A corrida do próximo fim de semana é a 326ª de Barrichello. Ele já detém todos os recordes quanto à longevidade da sua carreira. Mas é muito provável que ele não consiga ser o primeiro piloto de sempre a chegar à sua 20ª temporada no topo do desporto motorizado.
Adrian Sutil
A performance relativa de Sutil e do colega de equipa Paul di Resta este ano tem sido alvo de intenso debate no mundo da F1.
Sutil teve um mau inicio de ano mas tem claramente melhorado enquanto se habituava aos pneus Pirelli. Ele tem 34 pontos contra os 23 de di Resta no campeonato.
Mas terá Sutil, com 89 corridas sob o seu nome, provado de forma determinante o seu valor sobre di Resta, que está na sua primeira temporada na F1?
Esta é a questão à qual Vijay Mallya deverá responder cedo, e ao fazê-lo deverá pensar se troca Sutil por Nico Hulkenberg. O seu compatriota impressionou na sua primeira temporada na F1 (conseguiu a pole position no GP do Brasil) e só perdeu o seu lugar na Williams por razões de patrocínio.
Um alinhamento de Di Resta e Hulkenberg na equipa no próximo ano seria arriscado em termos de experiência. Mas a performance de Di Resta este ano sugere que isso não deverá ser um grande problema.
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| Uma equipa indiana... com patrocínio do deserto! |
Seja quem for que conseguir levar dinheiro para a equipa poderá desequilibrar a balança, e isso poderá jogar a favor de Sutil. Mesmo que não o faça, uma oportunidade na Williams poderá assegurar um lugar na F1 ao alemão.
Bruno Senna
Assim como Barrichello, outro piloto brasileiro cuja corrida de casa se poderá tornar na última.
Senna tem pouco a que se agarrar para segurar o seu lugar na F1 neste momento, dado que ele é o substituto de outro piloto.
Em sete corridas desde que tomou o lugar de Nick Heidfeld ele tende a igualar Petrov na qualificação (que sempre é melhor do que o que o seu antecessor fazia) mas não tem tido tão boas performances nas corridas. Pesando isto com a performance deteriorante do R31 e com os problemas de fiabilidade no carro de Senna - como falhas no KERS nas duas últimas corridas.
Robert Kubica parece cada vez mais incapaz de voltar no inicio de 2012, deixando o campeão de GP2 Romain Grosjean como a maior ameaça de Senna na equipa.
No papel, Vitaly Petrov parece não ter nada com que se preocupar - o seu contrato atual acaba no fim da próxima temporada. As suas recentes critícas públicas da equipa foram embaraçosas mas dificilmente uma ofensa que justifique o despedimento.
Isso deixa Senna numa posição vulnerável mas os patrocínios que o ajudaram a entrar na equipa em agosto poderão jogar a seu favor. Ele é popular dentro da equipa e se ele conseguisse um lugar na equipa no próximo ano às custas de Petrov, seria um grande voto de confiança nas suas capacidades.
Jérome D'Ambrosio
Há quem acredite que Charles Pic já tem um acordo assinado para substituir D'Ambrosio na Virgin no próximo ano, quando a equipa se vai passar a chamar Marussia..
D'Ambrosio tem feito melhor que Lucas di Grassi fez o ano passado contra Timo Glock, mas isso poderá não ser suficiente para manter o seu lugar numa equipa que tem uma enorme necessidade de dinheiro.
Vitantonio Liuzzi
Quem sabe quem vai ficar ao volante de um HRT no próximo ano? Liuzzi leva experiência para a equipa mas este é outro lugar onde os patrocínios ultrapassam o talento.
O impasse de pilotos na Toro Rosso
A Toro Rosso tem quatro pilotos à caça de dois lugares. É concebível que ambos, nenhum ou algum dos seus atuais pilotos poderá sair.
Jaime Alguersuari e Sébastien Buemi tem estado muito perto um do outro na sua segunda temporada completa como colegas de equipa. Alguersuari tem começado a afastar-se no campeonato, apesar de ter sido ajudado por três falhas do carro de Buemi em quatro corridas.
Com Daniel Ricciardo, atualmente na HRT, e Jean-Eric Vergne ambos a subir na escada do Red Bull Driver Development, muito vai ser especulado antes de se saber a decisão.
A vossa opinião
Cumprimentos.













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